MIRADASAFRO

PORTUGUÊS ESPAÑOL

A Incubadora MiradasAfro tem como principal objetivo o desenvolvimento de documentários criativos na região do Caribe e nos países africanos de língua portuguesa e espanhola.

Foto: Marta Moreiras

A convocatória é dirigida a cineastas africanos e afrodescendentes com histórias ambientadas em África, América Latina e Caribe. Serão seleccionados 5 projetos da Colômbia, Cuba, Equador, Porto Rico, República Dominicana, Venezuela e países da América Central com propostas que abordem as questões da afro-diáspora. Serão também selecionados 5 projetos de África (Moçambique, Guiné Equatorial, Angola, São Tomé, Guiné Bissau e Cabo Verde).

 

Para a inscrição é necessário preencher a ficha de inscrição no site Miradasdoc. Os documentos exigidos são: sinopse, carta de intenções, proposta de realização, orçamento e plano de financiamento. O período de inscrições termina no dia 28 de Maio de 2021. A lista dos projetos selecionados será publicada no dia 1 de Junho de 2021. A incubadora funcionará online entre os dias 14 e 25 de Junho de 2021.

A Incubadora MiradasAfro é um espaço de formação para projetos de cineastas emergentes que se encontram em fase inicial de desenvolvimento; buscando estimular a presença de narrativas negras da África e do Grande Caribe no cinema documentário. Para isso, será feito um trabalho de fortalecimento da escritura cinematográfica, seguido de consultorias de produção para a revisão do dossier, orçamento, plano de financiamento, mercados e fundos internacionais.

 

A Incubadora MiradasAfro é coordenada por:

JOHANNÉ GÓMEZ TERRERO (República Dominicana)

 

Artista e educadora dominicana, formada pela Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de los Baños, Cuba. Ela também é Mestre em Distribuição, Marketing e Vendas de Filmes pela Escola de Cinema e Audiovisual da Catalunha. Atualmente tem interesse em estudos descoloniais e pensamento complexo.

 

Formou-se na EICTV com o premiado curta-metragem Los Minutos Las Horas, Seleção Oficial da Cinefundação do Festival Internacional de Cinema de Cannes. Entre suas obras está Caribbean Fantasy [2016], documentário realizado com o apoio de Sparring Partners através do ACP e ACP Cultures, ganhador de diversos prêmios, alguns deles: La Silla na República Dominicana, o Coral do New Latin American Film Festival de Havana; Cinepoeme no Festival DOCMX; Melhor Pesquisa em Nador, Marrocos; e uma menção especial do Júri do Doc Miradas nas Ilhas Canárias, entre outros. Seu documentário anterior, Bajo las Carpas [2014], ganhou o Prêmio Identidade no Festival da Memória do México e participou do DocuLab do Festival de Guadalajara.

 

O seu trabalho se situa a partir de um horizonte de sentido insular e afro-caribenho.

LARA SOUSA (Moçambique)

 

Cineasta moçambicana, estou Direção de Documentário, na Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV) de San Antonio de los Baños, Cuba. Também estudou Antropologia no ISCTE, Portugal e UCM, Espanha, com especialização em Antropologia Visual.

 

Os curtas-metragens de Sousa têm uma estética ensaística e autorreferencial. Combina a sua visão política com uma linguagem poética, procurando um «não-lugar» entre Moçambique e outras realidades. Os filmes de Lara foram selecionados para vários festivais, incluindo a Bienal de Dakar 2020. Ela esteve na Berlinale Talent Campus DocStation. Seu projeto Katalina, Kalunga, Karonga – Sea Waved Tales foi o vencedor do Digital Lab Africa na categoria Arte Digital. Ela é membro do Digital Lab Africa e Realness Institute Creative Producers Indaba. O Navio e o Mar, seu último projeto foi premiado no Durban Film Market com o prêmio IDFA Bertha Fund.
O trabalho de Lara foi apoiado por Sundance Documentary Program e o HotDocs Blue Ice Fund.

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